Serviços confirmam tração da economia e ampliam sequência positiva
O setor de serviços, que responde por cerca de 70% do PIB brasileiro, avançou 0,3% em outubro na comparação com setembro, já descontados os efeitos sazonais. Foi o nono crescimento mensal consecutivo, acumulando alta de 3,7% nesse período e levando o volume prestado a um patamar mais de 20% acima do nível pré-pandemia, de fevereiro de 2020.
Segundo o IBGE, o desempenho foi puxado, principalmente, por transportes, serviços de tecnologia da informação e atividades ligadas ao turismo, como hospedagem e alimentação fora do lar. As revisões para meses anteriores também apontaram um quadro melhor que o inicialmente divulgado, reforçando a resiliência da atividade ao longo de 2025.
Impactos para emprego, renda e juros
- Com mais oferta de serviços, a tendência é de manutenção de vagas e algum impulso adicional sobre a renda, especialmente no fim de ano.
- Para o Banco Central, a sequência de altas reforça a cautela na hora de avaliar cortes de juros em 2026, já que uma economia aquecida pode manter a inflação pressionada.
- Na bolsa, empresas expostas ao consumo interno e a serviços recorrentes tendem a ser as mais beneficiadas por esse quadro.
Na prática, os números sugerem que, mesmo com juros em nível elevado, a economia brasileira ainda encontra pontos de sustentação importantes, o que ajuda a explicar parte do otimismo recente com os ativos de risco locais.