R$ 2,1 bi
Perdas financeiras registradas nos últimos dois anos
320%
Crescimento em fraudes via PIX
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Brasileiros já foram vítimas de fraude


O cenário digital trouxe novas oportunidades, mas também novos riscos. Entenda os principais golpes financeiros e aprenda a se proteger de forma eficaz contra criminosos que exploram a tecnologia para aplicar fraudes.

Este guia apresenta os principais esquemas fraudulentos em circulação, suas características distintivas e as medidas preventivas mais eficazes. O conhecimento das táticas criminosas é o primeiro passo para uma proteção efetiva do patrimônio digital.

Dados Alarmantes

Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em 2024 foram registradas mais de 3,8 milhões de tentativas de fraude no sistema financeiro nacional, com prejuízos estimados em bilhões de reais.


Principais Ameaças Identificadas

Com base em dados de órgãos como a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e o Serasa, é possível identificar os golpes financeiros mais recorrentes no Brasil, que têm causado prejuízos bilionários. A engenharia social, ou seja, a manipulação psicológica para obter dados e dinheiro, é o ponto central da maioria deles.
Aqui estão os 10 golpes financeiros mais aplicados, de acordo com as pesquisas mais recentes:

1. Golpe do WhatsApp

Este é o golpe mais reportado. Os criminosos clonam a conta do WhatsApp da vítima ou criam um perfil falso usando a foto de um familiar ou amigo. Eles então enviam mensagens pedindo dinheiro emprestado com a desculpa de uma emergência ou problema. A pressa e a intimidade da mensagem fazem com que a vítima não desconfie e faça a transferência por Pix ou TED.

Exemplo: Um golpista se passa pelo filho da vítima e envia mensagem pedindo R$ 2.000 via Pix alegando que sofreu um acidente.

Como se proteger:
Habilite a verificação em duas etapas no WhatsApp.
Sempre desconfie de pedidos de dinheiro. Ligue para a pessoa por outro meio para confirmar se é ela mesma.

2. Golpe da Falsa Central Telefônica

Os golpistas ligam para a vítima se passando por funcionários do banco ou de uma empresa de cartão de crédito. Eles informam sobre uma suposta transação suspeita na conta ou um erro de sistema e pedem para que a vítima confirme dados pessoais, senhas ou até mesmo realize um Pix para uma conta de "segurança".

Exemplo: Um suposto atendente liga afirmando que houve uma transação suspeita e pede R$ 500 via Pix para “proteger a conta”.

Como se proteger:
Bancos nunca pedem senhas ou códigos por telefone.
Desligue a ligação e entre em contato com o banco pelo número oficial, que está no verso do seu cartão ou no site da instituição.

3. Phishing (Pescaria Digital)

O phishing é o envio de mensagens (e-mail, SMS, WhatsApp) que imitam instituições financeiras ou grandes empresas para "pescar" dados sensíveis. Os links contidos nas mensagens direcionam para sites falsos, onde a vítima insere informações como nome de usuário, senha, dados do cartão de crédito ou CPF.

Exemplo: Um e-mail do “seu banco” solicita atualização de senha em um site falso, que copia a identidade visual do banco.

Como se proteger:
Não clique em links suspeitos.
Sempre verifique o remetente da mensagem e digite o endereço do site diretamente no navegador.

4. Golpe do Falso Anúncio de Venda

Os criminosos criam anúncios de produtos com preços muito abaixo do mercado, como carros, motos ou eletrônicos, em sites de vendas e redes sociais. Eles pressionam a vítima a fazer um pagamento antecipado para "segurar" o produto. Após a transferência, eles desaparecem e o item nunca é entregue.

Exemplo: Um celular anunciado por R$ 500 em um site de vendas, quando o preço real é R$ 3.000; após o pagamento via Pix, o vendedor desaparece.

Como se proteger:
Desconfie de preços excessivamente baixos.
Sempre veja o produto pessoalmente antes de fazer qualquer pagamento.
Evite transferências diretas para desconhecidos.

5. Golpe do Falso Investimento

Os golpistas oferecem "oportunidades" de investimento que prometem lucros garantidos e exorbitantes em pouco tempo. Muitas vezes, usam a imagem de celebridades ou personalidades de sucesso para dar credibilidade. O objetivo é atrair a vítima a investir uma quantia inicial, que é roubada.

Exemplo: Um "robô de investimento" promete 20% de retorno mensal com criptomoedas e solicita R$ 5.000 de depósito inicial, que é roubado.

Como se proteger:
Não existem investimentos com retorno garantido e muito alto em pouco tempo.
Verifique se a corretora ou a plataforma de investimento é autorizada pela CVM.

6. Golpe do Falso Boleto ou Pix Falso

O criminoso altera os dados de um boleto ou gera um QR Code de Pix falso. A vítima, pensando que está pagando a conta correta, transfere o dinheiro diretamente para a conta do golpista. Isso acontece em compras online, contas de consumo e até mesmo em doações.

Exemplo: Um boleto de energia elétrica é modificado, e o pagamento de R$ 200 vai direto para a conta do golpista.

Como se proteger:
Sempre confira os dados do beneficiário antes de confirmar o pagamento.
Em boletos, verifique o nome da empresa e o CNPJ.

7. Golpe do Cartão Trocado

Comum em lojas, restaurantes e com entregadores. O golpista troca o cartão da vítima por um falso no momento do pagamento na maquininha. Ele pode ter observado a senha antes ou pede para a vítima digitá-la novamente. O cartão original é devolvido, mas o golpista tem a via falsa com os dados e a senha para usar.

Exemplo: No restaurante, o atendente devolve um cartão falso e mantém o verdadeiro para realizar compras posteriores.

Como se proteger:
Nunca perca o seu cartão de vista.
Confira se o cartão devolvido é realmente o seu antes de guardar.

8. Golpe da Mão Fantasma

O criminoso entra em contato com a vítima, geralmente se passando por um funcionário de suporte técnico. Ele pede para que a pessoa instale um aplicativo de acesso remoto no celular ou computador, afirmando que é necessário para solucionar um problema de segurança. Com o acesso, o golpista movimenta a tela da vítima (daí o nome "mão fantasma") para fazer transferências e pagamentos sem que ela perceba.

Exemplo: Um suposto técnico do banco solicita instalar um app remoto e realiza um Pix de R$ 3.000 sem que a vítima perceba.

Como se proteger:
Não instale aplicativos de acesso remoto a pedido de terceiros.
Bancos e empresas legítimas não solicitam esse tipo de acesso.

9. Golpe do Falso Empréstimo

Os criminosos se passam por financeiras ou correspondentes bancários. Eles oferecem um empréstimo com juros baixos e facilidade de aprovação. Para liberar o dinheiro, eles pedem um pagamento antecipado para cobrir supostas taxas como seguro ou impostos. A vítima faz o pagamento, mas o empréstimo nunca é concedido.

Exemplo: Um site falso oferece R$ 10.000 de empréstimo e pede R$ 300 de taxa de liberação, mas o valor nunca é liberado.

Como se proteger:
Instituições financeiras legítimas não pedem depósitos antecipados para liberar empréstimos.

10. Golpe do Falso Motoboy

O criminoso liga para a vítima, fingindo ser do banco, e afirma que o cartão foi clonado. Ele pede para que a pessoa corte o cartão e, em seguida, diz que um motoboy será enviado para recolher o cartão "defeituoso". O golpista então usa os dados e o chip, que na maioria das vezes ainda está intacto, para fazer compras.

Exemplo: Um golpista liga e envia um motoboy para recolher o cartão, utilizando os dados para realizar compras online.

Como se proteger:
Bancos não enviam motoboys para recolher cartões.
Se desconfiar de uma clonagem, entre em contato diretamente com o seu banco pelos canais oficiais e solicite o cancelamento do cartão.

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