Ibovespa alterna euforia e cautela em poucos pregões
O Ibovespa iniciou a semana em forte alta, renovando recordes históricos ao fechar, pela primeira vez, acima de 161 mil pontos na terça-feira (2), impulsionado por Vale, Petrobras, bancos e frigoríficos, em meio ao otimismo com a possibilidade de corte de juros nos Estados Unidos e fluxo estrangeiro intenso para a B3.
Na quinta-feira (4), o índice chegou a tocar a região de 164,5 mil pontos na máxima do dia, consolidando o Brasil entre os mercados de melhor desempenho em 2025. Porém, o clima mudou rapidamente: na sexta-feira (5), o Ibovespa desabou mais de 4%, revertendo os ganhos da semana, em meio à piora do humor com o cenário eleitoral de 2026 e incertezas fiscais, enquanto o dólar chegou a ser negociado na casa de R$ 5,43.
O que está por trás da volatilidade
- Cenário externo: apostas de corte de juros pelo Federal Reserve estimularam o apetite por risco, favorecendo bolsas emergentes.
- Cenário interno: discussões fiscais, declarações de autoridades e o calendário eleitoral de 2026 aumentaram a aversão ao risco no fim da semana.
- Dólar: a moeda americana oscilou ao redor de R$ 5,30–R$ 5,40, refletindo o vaivém de expectativas sobre juros aqui e nos EUA.
Para o investidor pessoa física, o recado é que o Ibovespa pode continuar em patamares elevados, mas com oscilações intensas. Gestão de risco, diversificação e olhar para o longo prazo seguem essenciais.